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	<title>Arquivo de marielle franco - Ana Pimentel</title>
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	<description>Deputada Federal por Minas Gerais, médica de família, professora e pesquisadora da saúde coletiva.   Fui Secretária de Saúde de 2021 a 2022 na Prefeitura de Juiz de Fora.</description>
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		<title>As faces da violência de gênero no espaço político: 5 anos do assassinato de Marielle Franco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Apr 2023 14:39:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[DIREITOS DAS MULHERES]]></category>
		<category><![CDATA[defesa das mulheres]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais de 1800 dias se passaram desde a execução de Marielle Franco e Anderson Gomes. São 5 anos de espera e injustiça. E a pergunta continua e continuará latente até que tenhamos resposta: quem mandou matar Marielle Franco e Anderson Gomes? Marielle foi morta por representar a revolução de uma sociedade na qual mulheres pretas, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Mais de 1800 dias se passaram desde a execução de Marielle Franco e Anderson Gomes. São 5 anos de espera e injustiça. E a pergunta continua e continuará latente até que tenhamos resposta: quem mandou matar Marielle Franco e Anderson Gomes?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marielle foi morta por representar a revolução de uma sociedade na qual mulheres pretas, periféricas, militantes, mães e LGBTs têm suas vozes silenciadas.  Foi assassinada por representar o retrato do Brasil que ousa mais do que sonhar, ousa lutar. Ela foi executada por se opor à milícia, que agride e viola direitos da população, por lutar por mais dignidade para o povo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O assassinato de Marielle em 2018 se insere num contexto de avanço da extrema-direita. Avanço este que começou em 2016 com o golpe contra a presidenta Dilma, orquestrado por meio de uma narrativa misógina e machista, seguido da prisão ilegal do presidente Lula, com o objetivo claro de retirá-lo da disputa eleitoral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ápice desse projeto conservador, reacionário e com características fascistas foi a eleição do ex-presidente Bolsonaro, também em 2018. Presidente que “legalizou” a violência política, naturalizou discursos e práticas de ódio contra as mulheres, as pessoas negras e LGBTs e a população pobre e periférica, mais uma vez tendo sua voz abafada e sendo obrigada a sair do espaço político conquistado há pouco tempo. </p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p><strong><em>Assassinato Marielle completou 5 anos</em></strong></p></blockquote></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/MARIELLE_02-819x1024.png" alt="" class="wp-image-2978" srcset="https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/MARIELLE_02-819x1024.png 819w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/MARIELLE_02-240x300.png 240w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/MARIELLE_02-768x960.png 768w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/MARIELLE_02-370x463.png 370w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/MARIELLE_02-270x338.png 270w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/MARIELLE_02-570x713.png 570w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/MARIELLE_02-740x925.png 740w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/MARIELLE_02.png 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Dia Nacional Marielle Franco</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Vale lembrar que ainda no mês de março tivemos a iniciativa de criação do Dia Nacional Marielle Franco de Enfrentamento da Violência Política de Gênero, para fazer face aos ataques pessoais, violências e silenciamentos. Que são marcas de um jogo político paternalista e machista, e que impõe ataques às mulheres que ousam ocupar espaços de poder.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E os ataques misóginos no espaço político não param por aí. Recentemente, no dia 29 de março de 2023, em reunião da Comissão de Administração Pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o deputado estadual Coronel Sandro (PL) proferiu expressões machistas e preconceituosas contra a deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT). Numa atitude violenta que tinha claro objetivo de diminuir, coagir, humilhar e silenciar a deputada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nossa militância diária por memória e justiça por Marielle é, também, a luta para que nos seja assegurado nosso lugar na política, na sociedade e garantida a defesa da democracia. As mulheres, as pessoas LGBTQIA+, a população negra e periférica, precisam ter seus corpos e vidas respeitados, não admitiremos discursos que agridam nossas existências. Nossa baixa representatividade na política tem base na violência que tenta nos impedir de ocupar os espaços de poder e decisão, que nos foram historicamente negados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assassinaram Marielle Franco, mas jamais o que ela representa. Marielle era semente e germinou. Lutamos para que essa semente permaneça viva, cresça e se multiplique, na luta por justiça racial, de gênero, social, climática e constitucional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Artigo publicado na coluna mensal no portal<a href="https://www.brasildefatomg.com.br/2023/04/20/as-faces-da-violencia-de-genero-no-espaco-politico-5-anos-do-assassinato-de-marielle-franco"> Brasil de Fato Minas Gerais</a>.</p>
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