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	<title>Arquivo de Artigo - Ana Pimentel</title>
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	<description>Deputada Federal por Minas Gerais, médica de família, professora e pesquisadora da saúde coletiva.   Fui Secretária de Saúde de 2021 a 2022 na Prefeitura de Juiz de Fora.</description>
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	<title>Arquivo de Artigo - Ana Pimentel</title>
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		<title> Mulheres na Ciência: quebrando a tesoura da desigualdade</title>
		<link>https://anapimentel.com.br/mulheres-na-ciencia-quebrando-a-tesoura-da-desigualdade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Apr 2024 21:03:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[DIREITOS DAS MULHERES]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160;A jornada das mulheres na ciência ainda enfrenta desafios. Apesar dos avanços, a representatividade feminina no meio acadêmico permanece baixa, refletindo estereótipos reforçados desde a infância. Barreiras como a maternidade e o “efeito tesoura” também limitam o progresso das mulheres. No artigo para a revista Exame, discuto como poderemos construir uma ciência genuinamente inclusiva e [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;A jornada das mulheres na ciência ainda enfrenta desafios. Apesar dos avanços, a representatividade feminina no meio acadêmico permanece baixa, refletindo estereótipos reforçados desde a infância. Barreiras como a maternidade e o “efeito tesoura” também limitam o progresso das mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No artigo para a revista Exame, discuto como poderemos construir uma ciência genuinamente inclusiva e representativa, onde todas as vozes são não apenas ouvidas, mas valorizadas e respeitadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia um trecho:<br><em>No início dos anos 2000, a filósofa <strong>Susan Bordo</strong> introduziu o conceito de &#8220;o outro&#8221; para denotar a posição social periférica ocupada pelas mulheres na ciência. “Outro”: que não é igual, que não pertence a um grupo, que está à margem. Hoje, apesar dos avanços, essa metáfora persiste como um eco da jornada longa e cheia de obstáculos enfrentada por mulheres e meninas no mundo acadêmico.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Os dados revelam panorama ambíguo: embora as mulheres sejam maioria nos níveis de graduação e pós-graduação, somos menos de 34% dos pesquisadoras no mundo. Nas áreas de <strong>ciência, tecnologia, engenharia</strong> e <strong>matemática</strong> (STEM), apenas 35% das matrículas são de mulheres. No Brasil, o contingente é de 31%. Na <strong>Academia Brasileira de Ciências</strong> (ABC), elas estão presentes em apenas 14% das posições. O levantamento é da <strong>Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura</strong> (Unesco). Isso reflete, entre outros aspectos, estereótipos profundamente enraizados desde a infância, quando meninas são desencorajadas a se aventurar em disciplinas e atividades consideradas &#8220;para meninos&#8221;.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Continue a leitura pelo link:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://exame.com/brasil/mulheres-na-ciencia-quebrando-a-tesoura-da-desigualdade/">Mulheres na Ciência: quebrando a tesoura da desigualdade</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Sangue não é mercadoria: PEC do Plasma no Senado ameaça a vida</title>
		<link>https://anapimentel.com.br/sangue-nao-e-mercadoria-pec-do-plasma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Oct 2023 18:06:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[brasília]]></category>
		<category><![CDATA[deputada]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Proposta em tramitação no Senado busca permitir que a iniciativa privada colha e processe plasma humano, um componente do sangue, abrindo espaço para a comercialização dele e de seus derivados Uma gravíssima ameaça à vida está colocada no Senado. Trata-se da  PEC do Plasma (Projeto de Emenda Constitucional 10/2022), que busca permitir que a iniciativa [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Proposta em tramitação no Senado busca permitir que a iniciativa privada colha e processe plasma humano, um componente do sangue, abrindo espaço para a comercialização dele e de seus derivados</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma gravíssima ameaça à vida está colocada no Senado. Trata-se da  PEC do Plasma <a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/152715#:~:text=Altera%20o%20art.%20199%20da,o%20processamento%20de%20plasma%20humano.&amp;text=2022%20Descri%C3%A7%C3%A3o%2FEmenta-,Altera%20o%20art.%20199%20da%20Constitui%C3%A7%C3%A3o%20Federal%20para%20dispor%20sobre,o%20processamento%20de%20plasma%20humano.">(Projeto de Emenda Constitucional 10/2022)</a>, que busca permitir que a iniciativa privada colha e processe plasma humano, um componente do sangue, abrindo espaço para a comercialização dele e de seus derivados. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Numa manobra visivelmente neoliberal e de ataque à vida, o texto busca alterar a Constituição de 1988, (não por acaso, nossa “Constituição Cidadã”). Nela foi decidido que caberia apenas ao Estado brasileiro o processamento e distribuição de sangue e hemoderivados no país. Está no Art. 199, parágrafo 4º. da Constituição Federal. Desde então, política do sangue estaria resguardada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que  também é o principal destinatário dos seus serviços e produtos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A PEC do Plasma acrescentaria um parágrafo à Constituição: </p>



<pre class="wp-block-verse">§ 5º A lei disporá sobre as condições e os requisitos para coleta e processamento de plasma humano pela iniciativa pública e privada para fins de desenvolvimento de novas tecnologias e de produção de biofármacos destinados a prover o sistema único de saúde.</pre>



<p class="wp-block-paragraph">A apreciação da proposta no Senado ocorre nesta quarta (4), e a sugestão de abrir o manejo do plasma à iniciativa privada pode até parecer, pelo texto, um passo na direção do investimento em pesquisa de tecnologias da saúde. <strong>Mas na realidade, é mais um ataque cruel e descarado à vida da população brasileira, que passaria a ter que ver o sangue como mercadoria. E teria que pagar para ter acesso a tratamentos que dependem do processamento de plasma  e derivados. </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma campanha leviana e mentirosa dizendo, literalmente,&nbsp; que “o Brasil não tem tecnologia para processar o plasma”, e que a maioria do material seria desperdiçado. Mentira. A unidade da Hemobrás em Goiana (PB) é simplesmente a maior do gênero na América Latina, com capacidade para processar 500 mil litros de plasma ao ano, o suficiente para tornar o Brasil, enfim, autossuficiente nestes insumos biológicos.&nbsp;<strong>Temos tecnologia sim, para processar nosso plasma. E a importância de manter seu manejo exclusivamente com o Estado é continuar assegurando que os usuários e usuárias do SUS tenham acesso universal e gratuito ao fornecimento de medicamentos derivados do sangue.&nbsp;</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Mercado de Hemoderivados</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mas por que, então, há tanto interesse em privatizar o processamento de plasma? De acordo com dados farmacêuticos, o mercado de hemoderivados no Brasil movimenta cerca de R$ 10 bilhões por ano. A PEC do Plasma representa, na prática, o capitalismo em sua forma mais vil e predatória, cometendo o absurdo de transformar uma parte do corpo humano em commodity e sujeitando-a à venda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Num Brasil não muito distante, antes da Constituição de 1988, pagava-se para coletar plasma humano. E nesse Brasil, devastado pela fome e pela crise econômica, como foi em meados dos anos 1980, é claro que as pessoas vendiam seu sangue – literalmente – para poderem comer.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse mesmo país, antes do controle exclusivo da Hemobrás sobre os derivados de sangue viveu uma profunda crise sanitária com a epidemia de AIDS. Com a falta de controle e qualidade do sangue, como acontece quando não se tem certeza da origem de um “produto” em qualquer comércio, o contágio do vírus HIV via transfusões foi potencializado. O sociólogo Betinho, importante ativista social e ator importante na Constituinte de 1988, foi uma das vítimas fatais de transfusão contaminada, marca desse sistema de saúde capitalizado e voltado para o lucro, assim como seus irmãos Henfil e Francisco Mário.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Fortalecendo a Hemobrás</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A comercialização e sobretudo a exportação de sangue nos mantém, como país, no mesmo modelo de exportação de bens e recursos naturais a que fomos relegados historicamente por tantos anos.<strong> É o mesmo lugar neocolonial em que parte da elite brasileira quer nos manter. Um lugar onde o direito ao bem-estar e à vida é um privilégio de quem pode pagar por eles</strong>. A exportação de plasma não significaria melhoria de acesso a medicamentos e tecnologias de saúde. Para isso, precisamos de fortalecimento da Hemobrás, das universidades e do SUS. A Hemobrás é uma empresa forte, produtiva e NOSSA. É nessa articulação &#8211; Hemobrás, SUS e Universidade &#8211; que podemos ser o principal país em processamento e distribuição dos melhores recursos de saúde para a população.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><strong>protegemos a vida da população brasileira, que terá assegurada a sua integridade pelo Estado, como é agora e deve sempre ser. Não podemos aceitar viver em uma sociedade que põe preço no sangue de seus cidadãos e cidadãs</strong>.</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O plasma é um bem que deve ser protegido. A doação de sangue, ao contrário de sua venda como mercadoria, é um pilar fundamental do acesso à saúde e do princípio societário. É de mais SUS que precisamos, de mais fortalecimento da Hemobrás, para que a estatal amplifique o processamento e gerenciamento do material coletado à sua capacidade máxima. <strong>Com isso, protegemos a vida da população brasileira, que terá assegurada a sua integridade pelo Estado, como é agora e deve sempre ser. Não podemos aceitar viver em uma sociedade que põe preço no sangue de seus cidadãos e cidadãs</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Artigo publicado na coluna mensal no portal<a href="https://revistaforum.com.br/debates/2023/10/4/sangue-no-mercadoria-pec-do-plasma-no-senado-ameaa-vida-por-ana-pimentel-145211.html"> Revista Fórum.</a></p>
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		<title>As faces da violência de gênero no espaço político: 5 anos do assassinato de Marielle Franco</title>
		<link>https://anapimentel.com.br/as-faces-da-violencia-de-genero-no-espaco-politico-5-anos-do-assassinato-de-marielle-franco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Apr 2023 14:39:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[DIREITOS DAS MULHERES]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais de 1800 dias se passaram desde a execução de Marielle Franco e Anderson Gomes. São 5 anos de espera e injustiça. E a pergunta continua e continuará latente até que tenhamos resposta: quem mandou matar Marielle Franco e Anderson Gomes? Marielle foi morta por representar a revolução de uma sociedade na qual mulheres pretas, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Mais de 1800 dias se passaram desde a execução de Marielle Franco e Anderson Gomes. São 5 anos de espera e injustiça. E a pergunta continua e continuará latente até que tenhamos resposta: quem mandou matar Marielle Franco e Anderson Gomes?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Marielle foi morta por representar a revolução de uma sociedade na qual mulheres pretas, periféricas, militantes, mães e LGBTs têm suas vozes silenciadas.  Foi assassinada por representar o retrato do Brasil que ousa mais do que sonhar, ousa lutar. Ela foi executada por se opor à milícia, que agride e viola direitos da população, por lutar por mais dignidade para o povo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O assassinato de Marielle em 2018 se insere num contexto de avanço da extrema-direita. Avanço este que começou em 2016 com o golpe contra a presidenta Dilma, orquestrado por meio de uma narrativa misógina e machista, seguido da prisão ilegal do presidente Lula, com o objetivo claro de retirá-lo da disputa eleitoral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ápice desse projeto conservador, reacionário e com características fascistas foi a eleição do ex-presidente Bolsonaro, também em 2018. Presidente que “legalizou” a violência política, naturalizou discursos e práticas de ódio contra as mulheres, as pessoas negras e LGBTs e a população pobre e periférica, mais uma vez tendo sua voz abafada e sendo obrigada a sair do espaço político conquistado há pouco tempo. </p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p><strong><em>Assassinato Marielle completou 5 anos</em></strong></p></blockquote></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/MARIELLE_02-819x1024.png" alt="" class="wp-image-2978" srcset="https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/MARIELLE_02-819x1024.png 819w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/MARIELLE_02-240x300.png 240w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/MARIELLE_02-768x960.png 768w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/MARIELLE_02-370x463.png 370w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/MARIELLE_02-270x338.png 270w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/MARIELLE_02-570x713.png 570w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/MARIELLE_02-740x925.png 740w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/MARIELLE_02.png 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Dia Nacional Marielle Franco</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Vale lembrar que ainda no mês de março tivemos a iniciativa de criação do Dia Nacional Marielle Franco de Enfrentamento da Violência Política de Gênero, para fazer face aos ataques pessoais, violências e silenciamentos. Que são marcas de um jogo político paternalista e machista, e que impõe ataques às mulheres que ousam ocupar espaços de poder.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E os ataques misóginos no espaço político não param por aí. Recentemente, no dia 29 de março de 2023, em reunião da Comissão de Administração Pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o deputado estadual Coronel Sandro (PL) proferiu expressões machistas e preconceituosas contra a deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT). Numa atitude violenta que tinha claro objetivo de diminuir, coagir, humilhar e silenciar a deputada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nossa militância diária por memória e justiça por Marielle é, também, a luta para que nos seja assegurado nosso lugar na política, na sociedade e garantida a defesa da democracia. As mulheres, as pessoas LGBTQIA+, a população negra e periférica, precisam ter seus corpos e vidas respeitados, não admitiremos discursos que agridam nossas existências. Nossa baixa representatividade na política tem base na violência que tenta nos impedir de ocupar os espaços de poder e decisão, que nos foram historicamente negados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assassinaram Marielle Franco, mas jamais o que ela representa. Marielle era semente e germinou. Lutamos para que essa semente permaneça viva, cresça e se multiplique, na luta por justiça racial, de gênero, social, climática e constitucional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Artigo publicado na coluna mensal no portal<a href="https://www.brasildefatomg.com.br/2023/04/20/as-faces-da-violencia-de-genero-no-espaco-politico-5-anos-do-assassinato-de-marielle-franco"> Brasil de Fato Minas Gerais</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Mulheres mineiras estão organizadas pela reconstrução do Brasil</title>
		<link>https://anapimentel.com.br/8-de-marco-artigo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Comunicação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Mar 2023 14:24:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[DIREITOS DAS MULHERES]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este artigo estreia minha coluna quinzenal no Brasil de Fato MG. E, para começar este espaço de opinião, é fundamental falar sobre o dia 8 de março. Esse dia é historicamente importante para as mulheres e deve ser marcado como um dia de luta. As explicações do porquê dessa data possuem diversas narrativas, que, em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Este artigo estreia minha coluna quinzenal no Brasil de Fato MG. E, para começar este espaço de opinião, é fundamental falar sobre o dia 8 de março. Esse dia é historicamente importante para as mulheres e deve ser marcado como um dia de luta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As explicações do porquê dessa data possuem diversas narrativas, que, em alguns casos, buscam invisibilizar o seu caráter de resistência. De modo que o faz passar como algo celebratório da feminilidade, do cuidado, como homenagens que reforçam os estereótipos de gênero estabelecidos na nossa sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contraposição a essa imagem que é “vendida” pela mídia neoliberal, devemos nos lembrar da história que vincula esse dia com a segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas que aconteceu em Copenhague, na Dinamarca, em 1910, onde a marxista alemã Clara Zetkin sugeriu um dia para que as mulheres trabalhadoras organizassem ações de reivindicações por direitos, ainda muito vinculado à pauta do voto.</p>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p><strong><em>Não queremos apenas ocupar a política, mas sim transformá-la, para que possamos mudar o mundo</em></strong></p></blockquote></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Sete anos depois, no dia 8 de março de 1917, as russas organizaram a marcha “Pão e paz”, considerada como ação fundamental na luta contra o czarismo e como um dos marcos do início do processo revolucionário. Em 1921, a Conferência Internacional das Mulheres Comunistas definiu que seria então esse o dia de luta das mulheres, reconhecido pela ONU em 1975.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Continuidade da luta das mulheres</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, compreendendo o 8 de março como o Dia Internacional de Luta das Mulheres, diversos movimentos sociais e feministas se organizam ao redor do mundo. Neste ano de 2023, em Minas e no Brasil saímos às ruas com o lema “Pela vida das mulheres: em luta contra a fome, pela democracia e pelo bem viver”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O último período custou muito à vida e aos direitos das mulheres. A retirada de direitos conquistados, o reforço da ideia de que o nosso lugar deve ser restrito ao espaço privado do lar, que devemos ser unicamente responsáveis pelo trabalho invisível e não-remunerado de cuidados e de reprodução são características do avanço do conservadorismo e da extrema-direita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, em um momento de esperança e reconstrução nos colocamos como protagonistas dos desafios impostos pela conjuntura e conectadas com as pautas que mais tem penalizado as mulheres trabalhadoras, do campo e da cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Defender a democracia é defender a garantia dos direitos integrais das mulheres, comprometidos com o avanço da fome, que atingiu os lares brasileiros, em sua maioria, chefiados por mulheres. Defender o bem viver é defender um país que garanta a sustentabilidade da vida, que seja contra a mercantilização de nossas vidas e nossos corpos, que valorize os saberes tradicionais e os alimentos da agricultura familiar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos avanços que já temos conquistado neste breve 2023, o anúncio de mais políticas voltadas para as mulheres é fundamental, mas também queremos disputar o orçamento, a discussão previdenciária e de tributação para que não sigamos desconsiderando a realidade das mulheres, trabalhadoras, negras e LBTs.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="819" height="1024" src="https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/335839199_170363382453634_7179179766371642114_n-819x1024.jpg" alt="" class="wp-image-2973" srcset="https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/335839199_170363382453634_7179179766371642114_n-819x1024.jpg 819w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/335839199_170363382453634_7179179766371642114_n-240x300.jpg 240w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/335839199_170363382453634_7179179766371642114_n-768x960.jpg 768w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/335839199_170363382453634_7179179766371642114_n-370x463.jpg 370w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/335839199_170363382453634_7179179766371642114_n-270x338.jpg 270w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/335839199_170363382453634_7179179766371642114_n-570x713.jpg 570w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/335839199_170363382453634_7179179766371642114_n-740x925.jpg 740w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/335839199_170363382453634_7179179766371642114_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Ações feministas em todo o estado</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em Minas Gerais, tivemos atividades que se iniciaram no dia 7 com o Acampamento Pedagógico das mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Nele, mulheres de todo o estado na capital mineira se reuniram, ocupando a praça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, e também com atividades no Aglomerado da Serra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo do dia 8, vários foram os atos de rua e rodas de conversa, presenciais e virtuais, protagonizados por mulheres auto-organizadas nas cidades mineiras, como Juiz de Fora, Barbacena, São João del Rei, Cataguases, Além Paraíba e Lavras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem dúvidas, saímos desses dias mais preparadas e alinhadas nas pautas centrais para mudar a vida das mulheres no processo de reconstrução do país. Mas também mais fortes para enfrentar o governo Zema, que se coloca como principal bastião do bolsonarismo e da extrema-direita no nosso país. Essa gestão mineira seguirá ameaçando nossas vidas, nossos direitos e nossos corpos nos próximos anos. Não por acaso, atualmente, Minas Gerais é o estado com o maior número registrado de feminicídios. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="819" height="1024" src="https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/335078917_205117218774088_8387426900078571202_n-819x1024.jpg" alt="" class="wp-image-2974" srcset="https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/335078917_205117218774088_8387426900078571202_n-819x1024.jpg 819w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/335078917_205117218774088_8387426900078571202_n-240x300.jpg 240w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/335078917_205117218774088_8387426900078571202_n-768x960.jpg 768w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/335078917_205117218774088_8387426900078571202_n-370x463.jpg 370w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/335078917_205117218774088_8387426900078571202_n-270x338.jpg 270w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/335078917_205117218774088_8387426900078571202_n-570x713.jpg 570w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/335078917_205117218774088_8387426900078571202_n-740x925.jpg 740w, https://anapimentel.com.br/wp-content/uploads/2023/10/335078917_205117218774088_8387426900078571202_n.jpg 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" /></figure>



<figure class="wp-block-pullquote"><blockquote><p><strong>É fundamental que sigamos ocupando as ruas, as redes e os roçados</strong></p></blockquote></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Durante todo mês de março, muitas agendas de luta aconteceram. Destacamos o dia 14 de março, data que marca o assassinato de Marielle, como um dia de luta por memória e justiça. Dia também que passa a ser o Dia Nacional Marielle Franco contra a violência de gênero e raça na política.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O assassinato de Marielle fere a nossa democracia. Descobrir os mentores desse crime é fazer justiça para o povo. Na Câmara Federal, temos a legislatura com maior número e a maior diversidade de mulheres da história da recente democracia brasileira: somos 91 mulheres eleitas, com mais indígenas e, pela primeira vez, com duas mulheres trans.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabemos os desafios que enfrentaremos pela frente, pois não queremos apenas ocupar a política, mas sim transformá-la, para que possamos mudar o mundo e a vida das mulheres. Para isso é fundamental que sigamos ocupando as ruas, as redes e os roçados em defesa do país e das Minas Gerais que queremos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Artigo publicado na coluna mensal no portal<a href="https://www.brasildefatomg.com.br/2023/03/21/mulheres-mineiras-estao-organizadas-pela-reconstrucao-do-brasil"> Brasil de Fato Minas Gerais</a>.</p>
<p>O post <a href="https://anapimentel.com.br/8-de-marco-artigo/">Mulheres mineiras estão organizadas pela reconstrução do Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://anapimentel.com.br">Ana Pimentel</a>.</p>
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